3 de março de 2011

Qual o momento da bênção?

Eram dois jovens inteligentes e esperançosos. Queriam servir à humanidade e decidiram estudar medicina. Ambos foram aprovados no dificílimo exame vestibular.

Um deles recebeu a mensagem do sábado e se viu obrigado a descontinuar a Faculdade de Medicina. Não houve como ficar sem aulas no sábado. Abandonou a faculdade, mas abraçou a fé. A despeito dos anseios e disposição para servir, não teve como se projetar na vida, da forma como planejara... 

O outro tornou-se grande médico e depois de uma década ficou rico. Já na fase áurea recebeu a mensagem do sábado e tornou-se religioso. Continuou exercendo a medicina com capacidade e com sucesso. Abraçou a fé, projetou-se na vida, da forma como planejara...

Na igreja encontrou o amigo de juventude e contrastou a situação financeira de ambos. Os dois eram capacitados, mas apenas um conseguiu realizar o sonho de servir à humanidade na condição de médico.

Quem via ambos logo pensava: "dois homens de fé. Um deles, porém, é profusamente abençoado e tem oferecido alento na dor e colaborado muito na igreja, inclusive com dízimos e ofertas importantíssimos para o avanço do Evangelho...

Qual foi o momento da bênção? Antes ou depois da conversão à fé? Qual o momento especial para receber "a verdade"?

Há situações que "causam espécie" nas pessoas, não é mesmo? Qual a explicação para isso tudo? Explicação racional ou aquela exposta pelos membros da FCFA (Fé Cega, Faca Amolada)?

Enéias Teles Borges

3 comentários:

Cleiton Heredia disse...

Conheço uma história verídica mais ou menos na mesma linha da sua:

Um jovem profissional liberal era muito bem sucedido em seu negócio. Um dia conheceu "a verdade" e resolveu se batizar. Desde então sua situação financeira começou a piorar até que ele perdeu praticamente tudo. Hoje ele fala que tudo isto são provações de Deus para testar a sua fé e cita o verso bíblico: "Que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

Para o crente tradicional a benção espiritual é muito mais importante que a material.

G.G. disse...

Ola Enéas,

Sou casado com a prima do Cleiton Heredia e já tive a oportunidade de lhe conhecer no Unasp, juntamente com o Ricardo. Sou adventista de berço porém não compactuo mais com a "verdade" como um membro comum. Tenho 33 anos.
Minha mãe ( adventista ) casou-se com meu pai ( não adventista). A vida dela foi tentar convencer meu pai a se converter. Meu pai tinha um bom emprego porém trabalhava aos sábados. De tanto insistir, ele aceitou a "verdade" e passou a não trabalhar aos sábados. Foi ai que começou os problemas financeiros dele. Foi mandado embora, Não conseguia mais emprego. Brigas e mais brigas... resumindo: Faltaram as bençãos. O que foi que deu de errado? Talvez os motivos da guarda do sábado não eram os corretos? Na minha opinião a religião levada acirradamente dentro de casa não colabora com o diálogo interpessoal, joga água fria em sonhos, impede o desenvolvimento e bloqueia a alegria da conquista pessoal.

CONVICTOS OU ALIENADOS? disse...

G.G. e amigos,

Tenho pensado, com muito mais ênfase, que a crença em si não é má e até faz bem. O grande problema está na religião (cultura religiosa).

O mundo seria melhor sem esse tipo de religião - entre elas a IASD.

Enéias