Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Análise atenta do seu Movimento Histórico, numa comparação quadro a quadro com o Movimento Atual.
3 de junho de 2013
1 de junho de 2013
Morre o diretor administrativo do IAENE
Por volta
das 12h05min desta sexta-feira (31) um grave acidente deixou morto o
diretor administrativo da Faculdade Adventista da Bahia, em Cachoeira.
Elton Santos de Oliveira, 48, bateu seu veículo modelo Honda Fit, de
placa MPX-4316, licença de Parnamirim – RN, com uma motocicleta modelo
Honda Titan, de placa NZY – 6903, licença de Santo Amaro – Ba, conduzida
por Edvaldo Gonçalves da Ressurreição, que foi encaminhado em estado
grave para um hospital em Feira de Santana. O acidente ocorreu na
BR-101, imediações do km 192, no trevo de acesso à cidade de Conceição
da Feira.
De acordo
com informações da Polícia Federal a esposa da vítima, Cláudia Anjos de
Oliveira, também estava no veículo e foi atendida por uma equipe do SAMU
192 com lesões pelo corpo. Funcionários da Universidade lamentaram a
morte do colega. “Pessoa extremamente cristã, competente, carinhosa,
cuidava dos funcionários do IAENE. Foi uma perda irreparável.” Relatou o
Pastor André Rivas.
Elton
trabalha no campus da Faculdade desde 2012, onde se destacou ao liderar
uma grande reengenharia na área técnico-administrativa da instituição. A
vítima deixa três filhos.
Fonte: Mídia do Recôncavo.
Nota: Eu não o conhecia. Fui Obreiro e sei o efeito que um acidente assim provoca no contexto. Desejo que a família tenha forças para prosseguir na luta. As estradas do Brasil escondem perigos mil e lamentavelmente promoveu mais uma vítima.
Enéias Teles Borges
20 de abril de 2013
Buscando a salvação na velhice...
Quando eu trabalhava na Organização Adventista, como Pastor
Obreiro, eu conheci um líder (diretor de campo) muito duro nas decisões. Era uma
espécie de “carniceiro”. Não se intimidava em demitir pastores, jogando suas
famílias na sarjeta. Era temido. Não sentia piedade. Demitia com ou sem motivo.
Oportunidade não outorgava, a não ser aos parentes e amigos.
Há alguns anos, já como advogado, encontrei-me com antigos
colegas de Ministério e perguntei pelo famigerado homem. Disseram-me que
continuava do mesmo jeito. Quanto mais velho ficava, mais impiedoso se tornava.
Eu perguntei aos amigos o motivo para que ele seguisse se
portando desse jeito. Se não temia pela própria salvação. Ao que ouvi: “Ele
disse que cuidaria de sua salvação depois de aposentado”.
Hoje o pastor famoso e duro está aposentado. Mora num
residencial perto de uma instituição adventista. Cuida dos netos. Tornou-se um
homem dócil, falador, engraçado e de bem com a vida. Nem de longe se parece com
o carrasco que por décadas lançou muitas famílias nas valas da miséria e do
sofrimento.
Pelo que pude notar ele cumpriu o seu objetivo. Hoje está
cuidando de sua própria salvação...
Enéias Teles Borges
13 de março de 2013
Papa Francisco e os Alarmistas...
Os profetas de plantão (alarmistas) foram surpreendidos
pelos últimos acontecimentos. Curiosamente eles não profetizaram sobre as
possibilidades que pareciam ínfimas ou inexistentes. Como poderiam trabalhar
com a ideia da renúncia do Papa Bento XVI e a escolha do Cardeal Argentino,
atual Papa Francisco I? As profecias feitas, depois dos
falecimentos de Paulo VI e João Paulo I, não se confirmaram. As que foram
feitas, logo após a morte de João Paulo II, também não. E agora, com a renúncia
de Bento XVI?
Papa Negro ou Papa Norte-Americano...
Era o cenário ideal. Papa Negro e Presidente Americano Negro
ou Papa Norte-Americano e Presidente Americano Negro. Em qualquer das duas
situações seria possível alardear nos quatro cantos da Terra que o fim estaria
próximo.
João Paulo II não ressuscitou...
Uma corrente alarmista ultrarradical trabalhava com a
hipótese da “ressurreição” de João Paulo II, que milagrosamente reergueria a
Igreja Católica.
Como isso não ocorreu é possível que a “profecia” seja
adaptada. Como? Bento XVI, o Papa Emérito, ressuscitaria “espiritualmente”,
voltando a ser o Papa. Claro que depois de algo trágico e inesperado que
poderia ocorrer a Francisco I.
Podem ter certeza que tal foco alarmista surgirá nas redes
sociais.
Papa Sul-Americano, Argentino...
Já é demais. O que pode se aproveitar de tal cenário? Muito
pouco. Tal escolha demonstra uma preocupação da ICAR: conter o crescimento do
movimento Pentecostal que ameaça estender seus tentáculos para o mundo todo.
A tão esperada perseguição (se vier a ocorrer), não será
contra os protestantes conservadores. Notem que as igrejas protestantes
tradicionais estão encolhendo. Para se chegar a esta conclusão é preciso fazer
um cálculo óbvio. As igrejas tradicionais estão crescendo na mesma proporção do
crescimento da população mundial? Claro que não...
Por outro lado o movimento Neopentecostal cresce tanto em
número de membros, quanto no cálculo proporcional.
A famigerada “perseguição” seria, portanto, contra Edir
Macedo, Waldemiro Santiago, RR Soares, Silas Malafaia, Estevam Hernandes, David
Miranda e afins.
Além da preocupação com os crimes sexuais e crimes
financeiros no Banco do Vaticano, existe a grande preocupação em conter essa
onda pentecostal.
Eles sempre acham um jeito...
Não tenham dúvidas de que os Profetas de Plantão
(alarmistas) encontrarão uma justificativa. Afinal eles precisam profetizar.
Está difícil “encaixar” uma teoria, tendo com ator principal um Cardeal
Argentino (Jorge Mario Bergoglio).
Basta esperar para ver e ler. Alguém duvida disso? Eu não...
Enéias Teles Borges
14 de fevereiro de 2013
Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã
O que é, e qual é o propósito do Documento
Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.
A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e
objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no
contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que
reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento
adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as
recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como
elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida
pessoal”.
Leia todo o documento: Reavivamento e Reforma.
24 de novembro de 2012
O religioso e o igrejeiro
Qual a diferença básica entre o verdadeiro religioso e o igrejeiro? Vamos tentar entender da seguinte forma: o religioso gosta de ir à igreja, mas não a considera mais importante do que a comunhão pessoal. Caso a igreja se mostre incompatível com a religiosidade, ele a evita. Igreja incompatível é aquela que se destaca pela irreverência, acúmulo de membros, exibicionismo e ares de espetáculo, entre outras características deletérias.
O igrejeiro é aquele que faz questão de sempre estar na igreja. Incompatível ou não. A igreja para ele é mais importante do que o relacionamento pessoal e a comunhão solitária.
Outras características: o religioso não se julga superior aos demais membros. Jamais insiste na ida de outras pessoas à igreja, entendendo que a ausência nela signifique vida espiritual em decadência. Jamais! O religioso não se mete na vida dos outros. Só se apresenta quando é convidado. O igrejeiro se julga um exemplo. Sempre se diz feliz quando ver uma pessoa "de volta à igreja". Logo vai dizendo que "estava preocupado com a vida espiritual do ausente..." O igrejeiro não enxerga em si mesmo a necessidade de melhoramento de conduta. O fato de ir à igreja com certa frequência o leva a crer que está a um passo do Paraíso.
Os membros da Igreja Adventista não fogem deste desgraçado padrão. O igrejeiro ASD julga as pessoas pela presença constante na igreja. Basta bater o ponto todo sábado para que seja considerado um exemplo a ser seguindo. Uma pena...
Por essas e outras eu admiro o religioso e tenho uma aversão indescritível contra igrejeiro e seu comportamento asqueroso...
Enéias Teles Borges
15 de outubro de 2012
Adventismo: Sepultamento ou Cremação?
Um dos membros mais velhos de nossa
família nos disse que, quando morrer, gostaria de ser cremado em vez de
sepultado. O pedido gerou uma grande discussão entre nós. Todos somos
cristãos. Tem a Bíblia alguma orientação sobre esse assunto tão
delicado?
Os
adventistas do sétimo dia nunca tomaram uma posição sobre cremação,
porque nossa compreensão bíblica acerca da morte e ressurreição faz com
que o assunto perca sua importância (veja Jó 19:27; Daniel 12:2; Lucas
24:39). Contrários à idéia de uma dicotomia entre corpo e alma,
afirmamos que o ser humano tem uma existência física tanto antes da
morte como na ressurreição. O Deus que nos criou no princípio é
igualmente capaz de nos recriar das cinzas da incineração, ou do pó que
resulta do lento processo da decomposição. Todas substâncias orgânicas
retornam a seus elementos básicos. A única diferença é sobre quanto
tempo isso leva.
Na verdade, não defendemos a idéia de que
na ressurreição o novo ser será composto das mesmas células e átomos
que antes lhe formavam o corpo. As células morrem e os átomos se
dispersam, e a restauração de uma pessoa não consiste apenas na reunião e
reestruturação dos átomos, mas na expressão do poder criativo de Deus,
não importando quais átomos estejam envolvidos (Salmo 104:29-30).
Sabemos que cada ser vivo é um conduto por onde novos átomos entram
enquanto que os velhos se dispersam, de modo que, numa escala maior, em
10 anos cada pessoa será composta por átomos inteiramente diferentes.
A pessoa que morre permanece na mente de
Deus e, por meio de Seu poder criador, Ele haverá de restaurar-lhe a
vida segundo Sua vontade, num novo corpo isento dos efeitos os pecado (I
Coríntios 15:52). Na ressurreição, o Criador não depende de elementos
previamente existentes.
Alguns dentre nós têm usado Amos 2:1 para
se opor à prática da cremação. O profeta afirma que Deus Se irou contra
Moabe “porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal”
(ARA). O principal problema de interpretação nesse texto é a frase “até
os reduzir a cal”, que reflete com precisão o texto hebraico. O
substantivo sid não significa “cinzas” mas “cal”. A cal era usada para
rebocar paredes e pedras. Alguns têm sugerido que, nesse caso em
particular, os ossos foram queimados ou calcinados para se obter cal.
Seja como for, não há dúvida de que Moabe está sendo reprovado por causa
de seu desprezo para com restos mortais humanos. Portanto, o profeta
está se referindo a um ato de ódio e vingança que resultou no
desrespeito para com a dignidade humana. Isso não é o que chamaríamos de
cremação.
Cremação, propriamente falando, poderia
ser um ato de piedade. Em I Samuel 31:11-13 lemos como os israelitas
tomaram o corpo de Saul e seus filhos “do muro de Bete-Seã e os levaram
para Jabes, onde os queimaram” (NVI). Esse não foi um ato de vingança,
mas uma maneira adequada de pôr fim à humilhação de um corpo humano,
nesse caso, o do primeiro rei de Israel.
Para alguns cristãos, a questão do sepultamento em lugar da cremação é
muito importante. Eles notam que a cremação é adotada em países como
Índia e China, cuja cultura predominante não é cristã. Na verdade, esses
países superpopulosos já enfrentaram há muito tempo o dilema de poucas
terras férteis e a necessidade de cemitérios, introduzindo em sua
religião a noção da cremação, compreendida em termos de uma espécie de
purificação pelo poder do fogo. Do ponto de vista científico, esse
método oferece vantagens relacionadas com a prevenção de infecções. É
fato que na tradição judaica os mortos eram consistentemente sepultados,
costume esse que foi incluído nos cânones católicos e assim perpetuados
na comunidade cristã. Mas, quando analisado à luz de nossa compreensão
acerca de como Deus age, a cremação não representaria nenhum problema.
Hoje em dia, cerca de 50% das pessoas que
morrem nos Estados Unidos são cremadas, principalmente por causa dos
altos custos envolvidos num sepultamento. A cremação, em geral, não
custa mais de 10% do valor de um sepultamento. Em relação a esse
assunto, os adventistas permitem que seus membros sigam a consciência, e
pelas razões acima citadas será difícil adotarmos uma posição oficial a
respeito.
Fonte: Sétimo Dia
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