3 de junho de 2013

Sobre o não julgar...


"Não julgueis, para que não sejais julgados." (Mateus 7: 1)

Será que muitas pessoas, diante de postagens “que conspiram contra as suas ideias”, usam o verso acima para aplicar a famigerada “lição de moral”?

Seria correto alguém usar tal verso? Quando um indivíduo se serve do versículo para apontar supostos erros dos outros, não estaria indo contra o próprio sentido das palavras de Cristo? Ao sugerir que “alguém está julgando” ele, o tal moralista, não estaria fazendo julgamento e, logo, incorrendo no erro que temerariamente supõe ver nas outras pessoas?

É assim mesmo! O verso contido no livro de Mateus só pode ser efetivamente proferido pelo próprio Cristo. Qualquer ser humano que o utilizar, apontando para outrem, estará fazendo o desprezível julgamento ao qual o texto se refere. Não seria assim?

Semelhantemente o vivente que sai por aí dizendo estar preocupado com a vida espiritual dos outros, não seria um prepotente sem se dar conta disso (Notem que não estou afirmando e sim perguntando.)? Somente uma pessoa que se julga em alto nível espiritual poderia cometer os seguintes erros capitais:

1. Está fazendo avaliação própria de sua espiritualidade. Em tese quem poderia fazer tal avaliação não seria Deus?

2. Sem conhecer o interior dos demais, não estaria a cometer o equívoco de avaliá-los espiritualmente, tendo como parâmetro a sua própria espiritualidade? Quem é capaz de ver o interior das pessoas? Não seria Deus?

Então como alguém poderia se preocupar com “a vida espiritual” de terceiros e sobre isso opinar? Quem poderia citar as palavras contidas no Evangelho de Mateus sem estar julgando?

Enéias Teles Borges

1 de junho de 2013

Morre o diretor administrativo do IAENE

Por volta das 12h05min desta sexta-feira (31) um grave acidente deixou morto o diretor administrativo da Faculdade Adventista da Bahia, em Cachoeira. Elton Santos de Oliveira, 48, bateu seu veículo modelo Honda Fit, de placa MPX-4316, licença de Parnamirim – RN, com uma motocicleta modelo Honda Titan, de placa NZY – 6903, licença de Santo Amaro – Ba, conduzida por Edvaldo Gonçalves da Ressurreição, que foi encaminhado em estado grave para um hospital em Feira de Santana. O acidente ocorreu na BR-101, imediações do km 192, no trevo de acesso à cidade de Conceição da Feira. 

De acordo com informações da Polícia Federal a esposa da vítima, Cláudia Anjos de Oliveira, também estava no veículo e foi atendida por uma equipe do SAMU 192 com lesões pelo corpo. Funcionários da Universidade lamentaram a morte do colega. “Pessoa extremamente cristã, competente, carinhosa, cuidava dos funcionários do IAENE. Foi uma perda irreparável.” Relatou o Pastor André Rivas. 

Elton trabalha no campus da Faculdade desde 2012, onde se destacou ao liderar uma grande reengenharia na área técnico-administrativa da instituição. A vítima deixa três filhos.


Nota: Eu não o conhecia. Fui Obreiro e sei o efeito que um acidente assim provoca no contexto. Desejo que a família tenha forças para prosseguir na luta. As estradas do Brasil escondem perigos mil e lamentavelmente promoveu mais uma vítima.

Enéias Teles Borges

20 de abril de 2013

Buscando a salvação na velhice...



Quando eu trabalhava na Organização Adventista, como Pastor Obreiro, eu conheci um líder (diretor de campo) muito duro nas decisões. Era uma espécie de “carniceiro”. Não se intimidava em demitir pastores, jogando suas famílias na sarjeta. Era temido. Não sentia piedade. Demitia com ou sem motivo. Oportunidade não outorgava, a não ser aos parentes e amigos.

Há alguns anos, já como advogado, encontrei-me com antigos colegas de Ministério e perguntei pelo famigerado homem. Disseram-me que continuava do mesmo jeito. Quanto mais velho ficava, mais impiedoso se tornava.

Eu perguntei aos amigos o motivo para que ele seguisse se portando desse jeito. Se não temia pela própria salvação. Ao que ouvi: “Ele disse que cuidaria de sua salvação depois de aposentado”.

Hoje o pastor famoso e duro está aposentado. Mora num residencial perto de uma instituição adventista. Cuida dos netos. Tornou-se um homem dócil, falador, engraçado e de bem com a vida. Nem de longe se parece com o carrasco que por décadas lançou muitas famílias nas valas da miséria e do sofrimento.

Pelo que pude notar ele cumpriu o seu objetivo. Hoje está cuidando de sua própria salvação...

Enéias Teles Borges

13 de março de 2013

Papa Francisco e os Alarmistas...



Os profetas de plantão (alarmistas) foram surpreendidos pelos últimos acontecimentos. Curiosamente eles não profetizaram sobre as possibilidades que pareciam ínfimas ou inexistentes. Como poderiam trabalhar com a ideia da renúncia do Papa Bento XVI e a escolha do Cardeal Argentino, atual Papa Francisco I?  As profecias feitas, depois dos falecimentos de Paulo VI e João Paulo I, não se confirmaram. As que foram feitas, logo após a morte de João Paulo II, também não. E agora, com a renúncia de Bento XVI?

Papa Negro ou Papa Norte-Americano...

Era o cenário ideal. Papa Negro e Presidente Americano Negro ou Papa Norte-Americano e Presidente Americano Negro. Em qualquer das duas situações seria possível alardear nos quatro cantos da Terra que o fim estaria próximo.

João Paulo II não ressuscitou...

Uma corrente alarmista ultrarradical trabalhava com a hipótese da “ressurreição” de João Paulo II, que milagrosamente reergueria a Igreja Católica.

Como isso não ocorreu é possível que a “profecia” seja adaptada. Como? Bento XVI, o Papa Emérito, ressuscitaria “espiritualmente”, voltando a ser o Papa. Claro que depois de algo trágico e inesperado que poderia ocorrer a Francisco I.

Podem ter certeza que tal foco alarmista surgirá nas redes sociais.

Papa Sul-Americano, Argentino...

Já é demais. O que pode se aproveitar de tal cenário? Muito pouco. Tal escolha demonstra uma preocupação da ICAR: conter o crescimento do movimento Pentecostal que ameaça estender seus tentáculos para o mundo todo.

A tão esperada perseguição (se vier a ocorrer), não será contra os protestantes conservadores. Notem que as igrejas protestantes tradicionais estão encolhendo. Para se chegar a esta conclusão é preciso fazer um cálculo óbvio. As igrejas tradicionais estão crescendo na mesma proporção do crescimento da população mundial? Claro que não...

Por outro lado o movimento Neopentecostal cresce tanto em número de membros, quanto no cálculo proporcional.

A famigerada “perseguição” seria, portanto, contra Edir Macedo, Waldemiro Santiago, RR Soares, Silas Malafaia, Estevam Hernandes, David Miranda e afins.

Além da preocupação com os crimes sexuais e crimes financeiros no Banco do Vaticano, existe a grande preocupação em conter essa onda pentecostal. 

Eles sempre acham um jeito...

Não tenham dúvidas de que os Profetas de Plantão (alarmistas) encontrarão uma justificativa. Afinal eles precisam profetizar. Está difícil “encaixar” uma teoria, tendo com ator principal um Cardeal Argentino (Jorge Mario Bergoglio).

Basta esperar para ver e ler. Alguém duvida disso? Eu não...

Enéias Teles Borges

14 de fevereiro de 2013

Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã

O que é, e qual é o propósito do Documento 

 

Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.


A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”.

Leia todo o documento: Reavivamento e Reforma.

24 de novembro de 2012

O religioso e o igrejeiro

Qual a diferença básica entre o verdadeiro religioso e o igrejeiro? Vamos tentar entender da seguinte forma: o religioso gosta de ir à igreja, mas não a considera mais importante do que a comunhão pessoal. Caso a igreja se mostre incompatível com a religiosidade, ele a evita. Igreja incompatível é aquela que se destaca pela irreverência, acúmulo de membros, exibicionismo e ares de espetáculo, entre outras características deletérias.

O igrejeiro é aquele que faz questão de sempre estar na igreja. Incompatível ou não. A igreja para ele é mais importante do que o relacionamento pessoal e a comunhão solitária.

Outras características: o religioso não se julga superior aos demais membros. Jamais insiste na ida de outras pessoas à igreja, entendendo que a ausência nela signifique vida espiritual em decadência. Jamais! O religioso não se mete na vida dos outros. Só se apresenta quando é convidado. O igrejeiro se julga um exemplo. Sempre se diz feliz quando ver uma pessoa "de volta à igreja". Logo vai dizendo que "estava preocupado com a vida espiritual do ausente..." O igrejeiro não enxerga em si mesmo a necessidade de melhoramento de conduta. O fato de ir à igreja com certa frequência o leva a crer que está a um passo do Paraíso.

Os membros da Igreja Adventista não fogem deste desgraçado padrão. O igrejeiro ASD julga as pessoas pela presença constante na igreja. Basta bater o ponto todo sábado para que seja considerado um exemplo a ser seguindo. Uma pena...

Por essas e outras eu admiro o religioso e tenho uma aversão indescritível contra igrejeiro e seu comportamento asqueroso...

Enéias Teles Borges

15 de outubro de 2012

Adventismo: Sepultamento ou Cremação?

Um dos membros mais velhos de nossa família nos disse que, quando morrer, gostaria de ser cremado em vez de sepultado. O pedido gerou uma grande discussão entre nós. Todos somos cristãos. Tem a Bíblia alguma orientação sobre esse assunto tão delicado?

Os adventistas do sétimo dia nunca tomaram uma posição sobre cremação, porque nossa compreensão bíblica acerca da morte e ressurreição faz com que o assunto perca sua importância (veja Jó 19:27; Daniel 12:2; Lucas 24:39). Contrários à idéia de uma dicotomia entre corpo e alma, afirmamos que o ser humano tem uma existência física tanto antes da morte como na ressurreição. O Deus que nos criou no princípio é igualmente capaz de nos recriar das cinzas da incineração, ou do pó que resulta do lento processo da decomposição. Todas substâncias orgânicas retornam a seus elementos básicos. A única diferença é sobre quanto tempo isso leva.

Na verdade, não defendemos a idéia de que na ressurreição o novo ser será composto das mesmas células e átomos que antes lhe formavam o corpo. As células morrem e os átomos se dispersam, e a restauração de uma pessoa não consiste apenas na reunião e reestruturação dos átomos, mas na expressão do poder criativo de Deus, não importando quais átomos estejam envolvidos (Salmo 104:29-30). Sabemos que cada ser vivo é um conduto por onde novos átomos entram enquanto que os velhos se dispersam, de modo que, numa escala maior, em 10 anos cada pessoa será composta por átomos inteiramente diferentes.

A pessoa que morre permanece na mente de Deus e, por meio de Seu poder criador, Ele haverá de restaurar-lhe a vida segundo Sua vontade, num novo corpo isento dos efeitos os pecado (I Coríntios 15:52). Na ressurreição, o Criador não depende de elementos previamente existentes.

Alguns dentre nós têm usado Amos 2:1 para se opor à prática da cremação. O profeta afirma que Deus Se irou contra Moabe “porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal” (ARA). O principal problema de interpretação nesse texto é a frase “até os reduzir a cal”, que reflete com precisão o texto hebraico. O substantivo sid não significa “cinzas” mas “cal”. A cal era usada para rebocar paredes e pedras. Alguns têm sugerido que, nesse caso em particular, os ossos foram queimados ou calcinados para se obter cal. Seja como for, não há dúvida de que Moabe está sendo reprovado por causa de seu desprezo para com restos mortais humanos. Portanto, o profeta está se referindo a um ato de ódio e vingança que resultou no desrespeito para com a dignidade humana. Isso não é o que chamaríamos de cremação.

Cremação, propriamente falando, poderia ser um ato de piedade. Em I Samuel 31:11-13 lemos como os israelitas tomaram o corpo de Saul e seus filhos “do muro de Bete-Seã e os levaram para Jabes, onde os queimaram” (NVI). Esse não foi um ato de vingança, mas uma maneira adequada de pôr fim à humilhação de um corpo humano, nesse caso, o do primeiro rei de Israel.

Para alguns cristãos, a questão do sepultamento em lugar da cremação é muito importante. Eles notam que a cremação é adotada em países como Índia e China, cuja cultura predominante não é cristã. Na verdade, esses países superpopulosos já enfrentaram há muito tempo o dilema de poucas terras férteis e a necessidade de cemitérios, introduzindo em sua religião a noção da cremação, compreendida em termos de uma espécie de purificação pelo poder do fogo. Do ponto de vista científico, esse método oferece vantagens relacionadas com a prevenção de infecções. É fato que na tradição judaica os mortos eram consistentemente sepultados, costume esse que foi incluído nos cânones católicos e assim perpetuados na comunidade cristã. Mas, quando analisado à luz de nossa compreensão acerca de como Deus age, a cremação não representaria nenhum problema.

Hoje em dia, cerca de 50% das pessoas que morrem nos Estados Unidos são cremadas, principalmente por causa dos altos custos envolvidos num sepultamento. A cremação, em geral, não custa mais de 10% do valor de um sepultamento. Em relação a esse assunto, os adventistas permitem que seus membros sigam a consciência, e pelas razões acima citadas será difícil adotarmos uma posição oficial a respeito.

Fonte: Sétimo Dia