14 de fevereiro de 2013

Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã

O que é, e qual é o propósito do Documento 

 

Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.


A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”.

Leia todo o documento: Reavivamento e Reforma.

24 de novembro de 2012

O religioso e o igrejeiro

Qual a diferença básica entre o verdadeiro religioso e o igrejeiro? Vamos tentar entender da seguinte forma: o religioso gosta de ir à igreja, mas não a considera mais importante do que a comunhão pessoal. Caso a igreja se mostre incompatível com a religiosidade, ele a evita. Igreja incompatível é aquela que se destaca pela irreverência, acúmulo de membros, exibicionismo e ares de espetáculo, entre outras características deletérias.

O igrejeiro é aquele que faz questão de sempre estar na igreja. Incompatível ou não. A igreja para ele é mais importante do que o relacionamento pessoal e a comunhão solitária.

Outras características: o religioso não se julga superior aos demais membros. Jamais insiste na ida de outras pessoas à igreja, entendendo que a ausência nela signifique vida espiritual em decadência. Jamais! O religioso não se mete na vida dos outros. Só se apresenta quando é convidado. O igrejeiro se julga um exemplo. Sempre se diz feliz quando ver uma pessoa "de volta à igreja". Logo vai dizendo que "estava preocupado com a vida espiritual do ausente..." O igrejeiro não enxerga em si mesmo a necessidade de melhoramento de conduta. O fato de ir à igreja com certa frequência o leva a crer que está a um passo do Paraíso.

Os membros da Igreja Adventista não fogem deste desgraçado padrão. O igrejeiro ASD julga as pessoas pela presença constante na igreja. Basta bater o ponto todo sábado para que seja considerado um exemplo a ser seguindo. Uma pena...

Por essas e outras eu admiro o religioso e tenho uma aversão indescritível contra igrejeiro e seu comportamento asqueroso...

Enéias Teles Borges

15 de outubro de 2012

Adventismo: Sepultamento ou Cremação?

Um dos membros mais velhos de nossa família nos disse que, quando morrer, gostaria de ser cremado em vez de sepultado. O pedido gerou uma grande discussão entre nós. Todos somos cristãos. Tem a Bíblia alguma orientação sobre esse assunto tão delicado?

Os adventistas do sétimo dia nunca tomaram uma posição sobre cremação, porque nossa compreensão bíblica acerca da morte e ressurreição faz com que o assunto perca sua importância (veja Jó 19:27; Daniel 12:2; Lucas 24:39). Contrários à idéia de uma dicotomia entre corpo e alma, afirmamos que o ser humano tem uma existência física tanto antes da morte como na ressurreição. O Deus que nos criou no princípio é igualmente capaz de nos recriar das cinzas da incineração, ou do pó que resulta do lento processo da decomposição. Todas substâncias orgânicas retornam a seus elementos básicos. A única diferença é sobre quanto tempo isso leva.

Na verdade, não defendemos a idéia de que na ressurreição o novo ser será composto das mesmas células e átomos que antes lhe formavam o corpo. As células morrem e os átomos se dispersam, e a restauração de uma pessoa não consiste apenas na reunião e reestruturação dos átomos, mas na expressão do poder criativo de Deus, não importando quais átomos estejam envolvidos (Salmo 104:29-30). Sabemos que cada ser vivo é um conduto por onde novos átomos entram enquanto que os velhos se dispersam, de modo que, numa escala maior, em 10 anos cada pessoa será composta por átomos inteiramente diferentes.

A pessoa que morre permanece na mente de Deus e, por meio de Seu poder criador, Ele haverá de restaurar-lhe a vida segundo Sua vontade, num novo corpo isento dos efeitos os pecado (I Coríntios 15:52). Na ressurreição, o Criador não depende de elementos previamente existentes.

Alguns dentre nós têm usado Amos 2:1 para se opor à prática da cremação. O profeta afirma que Deus Se irou contra Moabe “porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal” (ARA). O principal problema de interpretação nesse texto é a frase “até os reduzir a cal”, que reflete com precisão o texto hebraico. O substantivo sid não significa “cinzas” mas “cal”. A cal era usada para rebocar paredes e pedras. Alguns têm sugerido que, nesse caso em particular, os ossos foram queimados ou calcinados para se obter cal. Seja como for, não há dúvida de que Moabe está sendo reprovado por causa de seu desprezo para com restos mortais humanos. Portanto, o profeta está se referindo a um ato de ódio e vingança que resultou no desrespeito para com a dignidade humana. Isso não é o que chamaríamos de cremação.

Cremação, propriamente falando, poderia ser um ato de piedade. Em I Samuel 31:11-13 lemos como os israelitas tomaram o corpo de Saul e seus filhos “do muro de Bete-Seã e os levaram para Jabes, onde os queimaram” (NVI). Esse não foi um ato de vingança, mas uma maneira adequada de pôr fim à humilhação de um corpo humano, nesse caso, o do primeiro rei de Israel.

Para alguns cristãos, a questão do sepultamento em lugar da cremação é muito importante. Eles notam que a cremação é adotada em países como Índia e China, cuja cultura predominante não é cristã. Na verdade, esses países superpopulosos já enfrentaram há muito tempo o dilema de poucas terras férteis e a necessidade de cemitérios, introduzindo em sua religião a noção da cremação, compreendida em termos de uma espécie de purificação pelo poder do fogo. Do ponto de vista científico, esse método oferece vantagens relacionadas com a prevenção de infecções. É fato que na tradição judaica os mortos eram consistentemente sepultados, costume esse que foi incluído nos cânones católicos e assim perpetuados na comunidade cristã. Mas, quando analisado à luz de nossa compreensão acerca de como Deus age, a cremação não representaria nenhum problema.

Hoje em dia, cerca de 50% das pessoas que morrem nos Estados Unidos são cremadas, principalmente por causa dos altos custos envolvidos num sepultamento. A cremação, em geral, não custa mais de 10% do valor de um sepultamento. Em relação a esse assunto, os adventistas permitem que seus membros sigam a consciência, e pelas razões acima citadas será difícil adotarmos uma posição oficial a respeito.

Fonte: Sétimo Dia

13 de maio de 2012

Um pastor bajulador

O pastor, após o culto, aproximou-se do membro e perguntou: o irmão é desta igreja? O membro respondeu dizendo que não. Era da Capital, mas possuía um apartamento ali no Litoral. O pastor passou a conversar com outras pessoas e assim que a maioria se dispersou, voltou a conversar com aquele adventista da Capital: o irmão pode me passar o telefone? E emendou: é que sempre aparece por aqui algum pastor departamental e outros da Associação. Quando algum vier eu indicarei o seu apartamento. Neste caso não haverá necessidade de pagar hotel. Continuou: é sempre bom ter apartamentos disponíveis para os líderes regionais.

É claro  que o membro da Capital não deu o telefone. E disse ao pastor que não suportava bajulador, especialmente aquele que costuma fazer gentileza com o chapéu dos outros...


Enéias Teles Borges

7 de maio de 2012

Morre um jovem pastor


Neste último sábado (05/05) por volta das 19h00, a Igreja Adventista sofreu mais uma grande perda, o pastor Márcio Rogério de Carvalho, do distrito do Bosque dos Eucaliptos, na APV (Associação Paulista do Vale). O acidente ocorreu na Rodovia dos Tamoios (SP-099), na altura do Km 5, em São José dos Campos, no Vale do Paraiba, enquanto ia sozinho para uma boda de ouro em Paraibuna. Uma caminhonete S10 atravessou a pista e colidiu frontalmente com o veículo do pastor, um Honda Civic.

O Honda ficou totalmente destruído com a força da colisão, e o pastor Márcio morreu no local. O condutor da caminhonete, que estaria embriagado, teve fratura na perna e foi socorrido ao Pronto Socorro da Vila Industrial. O motorista da caminhonete se recusou a fazer o teste do bafômetro e o caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial. Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), pagou fiança de dez salários mínimos e irá responder pelo crime em liberdade. 

Mais uma vida se perde, dado a imprudência de alguns motoristas que insistem em beber e dirigir.

(Megaphone) 

Nota 1: Conheço bem a Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos à cidade de Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo. Usei a estrada muitas vezes, dirigindo-me a Ubatuba. Atualmente sigo pela Rodovia Oswaldo Cruz. As duas rodovias oferecem grande perigo aos motoristas desavisados. Quando existe um condutor embriagado num acidente desta magnitude, o pior resultado sempre emerge. Impressiona como muitas pessoas, a despeito do rigor da Lei, ainda dirigem embriagadas. Muitas vezes entendem que o trecho a ser percorrido é curto e, por assim pensarem, transformam as vidas de muitos numa espécie de "roleta russa". As mudanças em andamento na Lei, especialmente no que tange à recusa em fazer o teste do bafômetro é um avanço. Mexer no bolso é muito importante. Que fique bem claro que dirigir embriagado, oferecendo perigo à população, redundará em duras penas, inclusive aquelas pecuniárias.

Nota 2: O pastor em questão tinha apenas 35 anos de idade. Nasceu em 1977. Deixa família, com filhos dependentes de apoio paternal.

Enéias Teles Borges

5 de maio de 2012

Sobre o aniversário do velho IAE


O culto na Igreja do Unasp, neste sábado, teve um sabor especial. Comemoração pelos 97 anos de existência da instituição. Eu que cheguei naquela casa em dezembro de 1979, estou acostumado às comemorações anuais. Há quanto tempo assisto aos eventos? Mais de 30 anos!

Pontos altos

O sermão foi proferido pelo pastor Marlington Lopes. Presidente da União Sul Brasileira da IASD. Trata-se de líder destacado na organização adventista. Um dirigente que tem a carreira respaldada pela seriedade. Bom orador formou-se em 1983, foi meu contemporâneo (formei-me em 1985).

Como eu estava no segundo culto, não fui prensado no meu lugar, num dos bancos da igreja, como costuma acontecer no primeiro culto. O cerimonial foi dinâmico, sem demagogia. Até mesmo a oração pastoral feita pelo professor Euler Baia foi rápida, considerando os padrões dele (ufa!).

O que precisa ser destacado mesmo: a apresentação do grande coro, acompanhado pela orquestra e pelos metais. Composição e regência do jovem maestro Richard Octaviano Kogima. Um talento raro, centrado em música de qualidade e dentro dos padrões respeitáveis para a música cristã adventista. Segue linha nobre, similar à regência do maestro Turíbio de Burgo. Foge, portanto, das tendências barulhentas e pentecostais que adentram pelas portas da IASD. A música traz o ideário comportamental de Jeremias, acrescido da ideia das mensagens angélicas e fecha com a esperança do adventismo. Os que conhecem a teologia adventista verificarão a coerência proposta e alcançada na composição. A apresentação em si foi fenomenal.

Que a comemoração pelos 97 anos do velho e guerreiro IAE fique na lembrança festiva de todos. Parabéns Unasp!

Enéias Teles Borges

30 de abril de 2012

A morte de um colega do seminário

O pastor adventista  Elcio  Wordell, de 57 anos, que por sete anos atuou em Sidrolândia,  foi assassinado ontem  à tarde (27/04/2012) dentro de uma loja em São Sebastião,  cidade – satélite de Brasília.  Ele foi morto durante um assalto, quando depositava recursos de dízimo da congregação onde atua, segundo informações da Polícia Militar. A PM conseguiu prender quatro suspeitos do crime em flagrante, enquanto fugiam do local. A polícia suspeita que o crime tenha sido premeditado.

Por volta das 17h, o pastor foi até uma agência bancária que funciona dentro de madeireira da Quadra 203, bairro Residencial Oeste. Ele portava valores recolhidos na igreja, e teria feito o depósito pouco antes do anúncio do assalto, segundo a polícia.

O cabo da PM José Airton Barbosa  passava perto do local do crime quando escutou um disparo. “Fomos até a próxima rua, quando vimos três homens correndo. Testemunhas nos apontaram a vítima caída, com um tiro na nuca, e fomos atrás dos três suspeitos”, afirma.

Pouco depois, o policial avistou o trio entrando em uma caminhonete S10. A viatura conseguiu interceptar o veículo, quando os homens teriam jogado revólveres calibre 38 e 32 pela janela do carro. “Capturamos os suspeitos e fizemos a revista, mas depois achamos as armas no caminho”, completou.

A PM afirmou que vítima teria se assustado no momento do assalto, mas não informou se chegou a reagir à ação dos criminosos. Apurações preliminares apontaram que o atirador seria M.J.O.B., de 22 anos. Há suspeita de que um dos assaltantes seja familiar de um fiel da igreja, o que teria ajudado os bandidos a obter informações sobre o depósito.

Um dos participantes, A.F.M., de 35 anos, tinha passagem por latrocínio. Também foi preso o suspeito S.N.L.N., de 27 anos, dono do carro, que seria o responsável pelo fornecimento das armas. Se forem indiciados por latrocínio, os suspeitos podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.  Hoje, movimentos sociais da cidade realizam a primeira Pedalada pela Paz, em memória das vítimas da violência.


Nota: Formei-me, em 1985 (Teologia no antigo IAE), na mesma turma do Elcio Wordel. Sinto demais pelo ocorrido. Fato que mostra quão perto estamos da morte e do sofrimento que vem em seguida. Segundo fui informado, ele é o terceiro colega de formatura que perdemos. Dois envolvidos em acidentes de carro e agora ele, por homicídio. O que mais desejamos é que a família suporte a dor e dê continuidade à vida. O que podemos dizer de especial num momento assim?

Enéias Teles Borges